A Cultura Brasileira Agradece, Negro Raça, Negro Fé, Negro Orixá...

A Cultura Brasileira Agradece

 

Negro Brasileiro, sinônimo de raça, de fé, de força ,e sobrevivência. Podemos afirmar que a cultura do candomblé no brasil, nasceu nas senzalas com a junção de povos(africanos) com seus costumes e crenças (orixás), provenientes de milhões de negros de diversos países e cidades africanas, trazidos (arrancados) de seus lares e de suas famílias para trabalharem nas plantações de cana e café das cidades baianas, cariocas e paulistanas, e posteriormente nos exércitos e fazendas de fronteiras do Rio Grande do Sul.

A escravidão existe a milhares de anos, mas a destinada as colônias americanias se deu graças aos conquistadores Portugueses, franceses, ingleses e de padres e bispos da época; (que legaram aos brancos poder de maltratar e até mesmo matar os negros e índios, afirmando que os mesmos eram sub-humanos e portanto não haveria pecado); milhões de negros foram massacrados nas colônias e em navios negreiros.

Porém, ironicamente podemos afirmar que: se não fosse essa catástrofe ou atrocidade animalesca; provocadas por animais considerados humanos, contra humanos considerados animais; hoje o brasil não teria o prazer de conhecer esta maravilhosa cultura, sem mencionar nos orixás e seus axés. (Nada é por acaso!)



Ao contrário que muitos acreditam, na áfrica não existia somente tribos de índios semi-culturados, a mesma possuía (ainda permanece alguns reinados) reinos com suas hierarquias (reis, rainhas, sacerdotes, príncipes, generais, exércitos, etc.); assim como, havia uma cultura avançada relacionada a religião e comércio em todo continente, inclusive dividindo muitas heranças culturais egípcias, gregas e persas.

No continente africano, muitos reinos com suas  milenares cidades, foram extintos graças  às influências e dominações cristãs e muçulmanas. aniquilando o resto da cultura existente nos países enfraquecidos pela escravidão, tornando muitos povos órfãos de orixás (cultura).

È fácil de se verificar que em muitas regiões africanas o povo carece de energia (axé).

Pois as principais fontes de energia foram saqueadas, assim: sem oxum (água potável); sem ogum (trabalho/ferramentas); sem xangô (justiça); sem oxalá (paz); sem iemanjá(nutrição mental/psicologia,estudo); sem nanã (origem,família); sem odé/oxossi (comida/caça); sem ossain (folhas,remédio); etc., felizmente essa regra não se aplica a todo continente africano, pois em muitas regiões podemos ainda desfrutar de fundamentos e cultura.

Quanto a escravidão...
Em várias senzalas brasileiras, foram aglomerados negros de diversas raízes que uniram-se culturalmente; trocando, dividindo fundamentos  de cultuação e prática religiosa (juntos criaram a capoeira, o candomblé e diversas outras formas culturais existentes).

Como ocorreu ...
Sabendo-se que:  era costume em muitas cortes e tribos africanas,  escravizarem os  presos de guerra (principalmente os guerreiros) ao mesmo tempo que não haviam exércitos europeus capazes de vencer uma guerra ou confronto direto com povos africanos (unidos). Os europeus mercenários uniam-se a reis africanos, oferecendo armas e títulos da nobreza europeia em troca dos prisioneiros de guerra, desencadeando um grande conflito intercontinental, apenas levantando calúnias e difamações entre os povos vizinhos.

Após dezenas e centenas de anos de guerras e conflitos, muitos reinos enfraqueceram seus sistemas de defesa e muitos soldados já estavam trabalhando nas colônias como escravos. Os europeus deram o golpe final invadindo e conquistando os reinos dos próprios aliados enfraquecidos. arrastando para as senzalas também as mulheres, crianças, nobres das cortes e roubando as principais riquezas africanas (ouro, diamantes e pedras preciosas). Não foi tão fácil como a conquista espanhola na América do sul, mas independente da eficiência nos processos, ao longo dos séculos, foram eficazes em seus propósitos aniquiladores.

Assim prosseguiu a barbárie tarefa europeia de comércio humano, até o final da segunda guerra mundial. onde ainda existiam nas colônias africanas do império britânico, trabalho escravo e apartheid, em pleno século "XX". Mas infelizmente a participação de muitos africanos/negociantes na compra e venda de escravos foi o ponto crucial na escravidão.

Na própria terra dos orixás a pobreza e as doenças, assistidas  e divulgadas em meios de comunicação, como ex: na Angola (ex-colônia portuguesa), tiveram como principal foco inicializador, a extinção da cultura dos povos por seus opressores. Onde muitos habitantes hoje não reconhecem mais seus antepassados, história, perdendo o elo com seus orixás (cultura).

Porém, assim como ocorreu na escravidão no Brasil, sabemos que na África  existem bravos sobreviventes que lutam para que seus países resgatem sua cultura e prestígio.

E torçamos para que a cultura dos orixás permaneçam viva e forte em muitos corações e povos, sobrevivendo inclusive de ataques das religiões que se dizem únicos donos da tal "Palavra de Deus"; induzindo inclusive a separação de negros e brancos como nos EUA por exemplo, onde o negro abdicou totalmente de sua cultura ancestral, absorvendo a religião e os costumes (cultura) dos brancos. Pior, ainda mesmo assim, não sendo aceitos igualmente pela sociedade branca.

Em sua religião, os mesmos  pregam em suas liturgias a fraternidade, a paz, o amor e principalmente a igualdade entre os homens. mas mesmo assim, os negros foram humilhados e separados dos demais brancos. Onde reza um negro, não reza um branco e cada qual possui sua igreja de mesmo Deus  (para brancos e negros), perdendo assim sua identidade, seu orgulho e sua cultura.

E aqui no Brasil, quando não mais houver crianças chorando com fome  e pessoas somente criticando os atos das pessoas de boa vontade ao invés de contribuir ou ajudar, certamente este país mais fértil, mais cultural e com o povo mais nobre e humano do mundo, terá seu lugar de destaque, respeito e reconhecimento em todo o planeta.

Hoje conhecemos a religião africana no continente americano como:
-candomblé, batuque, xangô, santeria, vodoo e outras, porém todas fazem parte da descendência africana e merecem seu respeito, desde que estejam enquadradas dentro dos princípios éticos e sociais.


Em muitos reinos/cidades africanas, cultuava-se diferentes orixás em cada raiz(família), em locais diversos, eles conheciam orixás por diferentes nomes. ex: obaluaie e omulu em ketu(nagô); xapanã e sapakta em jêje, (que são os mesmos orixás em qualidades diferentes). Em muitas nações (raízes), orixás distintos e não mais cultuados foram associados a outros orixás, tornando-se "qualidades". ex: no Oyó (batuque) Otin é um orixá feminino que se cultua junto a Odé, em outras nações de candomblé, a mesma é uma "qualidade" de oxossi/odé.

Porém devemos lembrar que Orixás são ancestrais divinizados, Ancestrais de carne e osso, porém semi deuses, ou quem sabe homens filhos dos deuses que chegaram aqui na terra, oriundos de outros planetas e constelações que formaram suas tribos e sociedades...

Seus fundadores ou reis descendentes, eram cultuados especificamente em suas próprias cidades conquistadas ou fundadas. ex: xangô em oyó, logun-edé em efon, oxossi em ketu, etc. sendo até hoje reverenciados, servindo de pilar na identificação da origem de cada casa de culto a Orisá existente no Brasil e no mundo.

Temos como principal objetivo, resgatar a cultura e apresentar a filosofia da religião africana inserida nos bons costumes, na fraternidade e no respeito a comunidade em geral

Equipe Orixás

Texto Obanise

 

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