TRAÇOS COMUNS NOS MITOS

Por que examinar os Mitos? Será que não são apenas meras ficções de um passado distante? Apesar de ser verdade que muitos mitos se baseiam em ficção, muitos baseiam-se em fatos. Uma das razões para se examinar os mitos é que eles são a base de crenças e rituais ainda hoje encontrados nas religiões. Frequentemente, existe um fato histórico central, ou um personagem, ou ainda, um evento, que mais tarde foi passado oralmente, formando o Mito. O conhecimento moderno, comparando sistematicamente os mitos e os ritos da humanidade, constatou em todos os lugares a presença de lendas de virgens dando à luz heróis que morrem e são ressuscitados. A crença numa alma imortal, ou variações do seu conteúdo, é um legado que nos chegou através dos milênios. Estudos culturais comparativos demonstraram hoje em dia, sem sombra de dúvida; que narrativas míticas semelhantes devem ser encontradas em cada quadrante da Terra. As Mitologias da África também contêm alusões a uma alma que sobrevive. Uma crença tem ligação com outra

- A existência contínua da alma após a morte. As almas dos mortos não raro transmigram para o corpo de animais, ou podem até reencarnar em plantas, variando conforme as localidades na África. Alguns africanos pintam-se de branco como sinal de luto e em outros países usam roupas de cores incomuns para que os espíritos não os reconheçam. Tendo em conta a inclinação espiritual inata do homem, é natural que ele atribua tais coisas e acontecimentos misteriosos a algum poder sobrenatural. Uma vez estabelecida a crença de que o mundo inanimado esta cheio de espíritos, bons e maus, isso levou a tentativas de comunicação com os bons em busca de orientação e apaziguar os maus. O resultado foi a prática da magia que é evidente em todo o lado. Essencialmente, a Magia é uma tentativa de manipular as forças naturais ou sobrenaturais para cumprir alguns objetivos do Homem. Os africanos acreditam que a repetição de certas palavras mágicas, juntamente com a realização do ritual, produzem os efeitos desejados. Apesar da enorme variedade de práticas de magia dos diferentes povos, os conceitos básicos por trás delas são bastante similares. Normalmente, as pessoas sentem "pena" dos chamados povos primitivos que eram escravizados pelas suas superstições e temores, sentem repulsa pelos sacrifícios sangrentos e rituais selvagens. Mas, hoje buscam muito saber de macumba, candomblé, vudu, cultos de orixás no geral, ou por necessidade ou até por curiosidade e acabam se encantando com tanta beleza. Estas práticas demonstram que o interesse pelo ocultismo continua bastante vivo Na África, eles reconhecem um deus do céu ( Olodunmare),que criou tudo na terra. Sempre existe Deus Superior acima de tudo, que está além de todo pensamento e de toda imaginação humana. Existem diversas entidades locais ( Orixás/África ), que concedem alimentos e fecundidade, às quais são feitas oferendas e sacrifícios em santuários naturais, crença essa que espalhou pelo mundo. Os africanos tradicionais dão também grande importância ao culto dos antepassados e dos mortos, bem como a crença em bruxos e feiticeiros. A selva é o elemento primordial do sistema de crenças e rituais,onde se encontram os rios, cachoeiras e muitas montanhas, onde também celebram cerimônias e rituais. Uma das crenças mais arraigadas entre os africanos e o culto mais ativo é dos antepassados, que são capazes de intervir na vida e na sorte dos homens. Tudo isso desafia um Educador, porque ? - Deve o mestre consciencioso - preocupado com o caráter moral, bem como com a aprendizagem de seus estudantes por meio de livros - ser leal, antes de mais nada, para com os mitos que sustentam nossa civilização ou para com as verdades "fatualizadas" pela ciência? -Estariam os dois, em todos os níveis, em conflito? Ou não há um ponto de sabedoria, para além dos conflitos de ilusão e verdade, por meio do qual as vidas possam voltar a se reunir ? Nesse caso, professor e pais estavam do lado de uma ilusão já obsoleta; e geralmente - ou assim parece - a maior parte dos guardiães da sociedade têm uma tendência nesse sentido, afirmando sua autoridade não para, mas sim contra a busca de verdades perturbadoras. Tal tendência tem-se manifestado até mesmo recentemente entre cientistas sociais e antropólogos quanto às discussões sobre raças, suas religiões e mitos. E se pode facilmente compreender a ansiedade, e até mesmo compartilhar dela em certa medida, uma vez que as mentiras são aquilo de que o mundo vive, e aqueles que podem enfrentar o desafio de uma verdade e construir sua vidas de acordo com isso não são muitos, no final das contas, mas apenas alguns. Tendo uma ponderada crença em que a melhor resposta a esse problema crítico virá das descobertas da psicologia e, especificamente, que essas descobertas têm a ver com a fonte e com a natureza do mito. Pois desde que foi sempre sobre os mitos que se edificaram as instituições morais da sociedade, os mitos canonizados como religião, e desde que o impacto da ciência sobre os mitos resulta - aparentemente de maneira inevitável - em desequilíbrio moral, devemos perguntar: Agora se não é possível chegar cientificamente a uma tal compreensão sobre a natureza vital dos mitos que criticando seus aspectos arcaicos, não representamos mal ou invalidamos a necessidade deles, jogando fora tudo que veio até então como crença , que faz parte de toda construção do próprio ser humano ? Fica assim a indagação do Mito perante os descrentes e a até a própria Ciência.. Texto Adaptado por Ifatola

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